terça-feira, 17 de julho de 2012

Feminilidade

Um universo cheio de ditos e não ditos, dúvidas, emoções, pulsões e demandas. O que quer uma mulher? Essa pergunta atravessa gerações e parece nunca obter uma resposta satisfatória. Mulheres e homens tentam ano após ano descobrir o que deseja uma mulher. Pode-se dizer que qualquer tentativa de compreensão do universo feminino deve-se começar pela origem, ou seja, pelo nascimento de uma mulher e isso a Psicanálise tem muito a dizer, uma vez que Sigmund Freud iniciou sua clínica com elas e com o passar do tempo o Pai da Psicanálise tenta esclarecer algumas questões do feminino.
No final de suas obras Freud deixa a certeza de que o Édipo produz o homem, mas não produz a mulher e abala o pensamento da época quando diz que a sexualidade no homem não se reduz a sua anatomia, afirmando que a mesma é uma construção e que se dá na infância. Apesar de suas descobertas Freud deixa o caminho aberto para novas discussões, apontando, desde então, a complexidade do tema.
Convido a todos os interessados a estudar a feminilidade, não pelo viés de receber todas as respostas prontas a seus questionamentos, mas sim pelo desejo de entrar nesse universo que comporta ao mesmo tempo beleza e devastação, para participarem do grupo de estudo.
Atividade Aberta e Gratuita.
Tipo de Atividade: Grupo de Estudo, aos sábados 10:00h ás 11:30, a cada quinze dias.
Local: Edifício Catarina Gaidzinski, sala 514.
Coordenadora do Grupo de Estudo: Daniela Bittencourt

Primeiro Encontro: 01.09.2012
 
No primeiro encontro será feito apresentações e discussões a partir do tema e a entrega dos Xerox dos textos para aqueles que confirmarem a presença.

Texto sugerido de leitura para os encontros:
• O Esclarecimento Sexual das Crianças: Ano: 1907 - Volume: IX (Obras Completas Sigmund Freud)
• A Organização Genital Infantil: Ano: 1923 – Volume: XIX(Obras Completas Sigmund Freud)
• A Dissolução do Complexo de Édipo: Ano: 1924 – Volume: XIX (Obras Completas Sigmund Freud)
• Algumas Conseqüências Psíquicas da distinção anatômica entre os sexos: Ano: 1925 – Volume: XIX(Obras Completas Sigmund Freud)
• Sexualidade Feminina: Ano: 1931 – Volume: XXI (Obras Completas Sigmund Freud)
• Feminilidade: Ano: 1933 – Volume: XXII (Obras Completas Sigmund Freud)

 
Obs: Será disponibilizado um Xerox dos textos para os participantes, favor confirmar presença, para que posso providenciar os Xerox.

Daniela Bittencourt - Psicóloga CRP 12/07184

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Fobias

Fobia origina-se do grego phobia que significa medo intenso ou irracional. Em linguagem comum, é o temor ou aversão exagerada diante de situações, objetos, animais ou lugares. O medo é um sentimento inerente ao ser humano e pode ser definido como a sensação de que algo ruim vai acontecer geralmente seguido de sintomas físicos. Quando o medo é excessivo e irracional em relação à ameaça, chamamos de fobia. Apesar da situação ou objeto não apresentar qualquer perigo, a pessoa evita essa situação a todo custo, essa evitação fóbica prejudica e apresenta sérias limitações no cotidiano da pessoa, além de causar muito sofrimento e angústia. As fobias fazem parte dos transtornos de ansiedade com a característica especial de só se manifestarem em situações particulares. As fobias são acompanhadas de ansiedade e em alguns casos de depressão. O diagnostico clinico é feito a partir do relato dos pacientes, juntamente com os sintomas apresentados, dentre eles: transpiração excessiva, taquicardia, vertigem, calafrios, dor no peito, formigamento e sensação de falta de ar. Existem três tipos principais de fobias: Agorafobia, Fobia Social e Fobia Específica. Na agorafobia existe o medo de estar em lugares públicos, abertos, na presença de multidões, onde o indivíduo não possa retirar-se de uma forma fácil ou despercebida. É comum encontrarmos o transtorno de pânico associado à agorafobia. Na fobia social está presente o medo perante situações em que a pessoa possa estar exposta a observação dos outros, ser vítima de comentários ou passar perante uma situação de humilhação em público. Em casos extremos a pessoa pode isolar-se completamente do convívio social. Já na fobia específica (isoladas) são fobias restritas a uma situação específica ou animais como o próprio nome já diz, como: trovões e relâmpagos, avião, rato, cobra entre outros. As fobias atingem cerca de 10% da população. Em geral surgem na infância ou adolescência, persistindo na idade adulta se não são tratadas adequadamente. Em muitos casos a pessoa sofre sozinha e não expõe seus medos a parentes e amigos, o que agrava a situação, mantém os sintomas e dificulta o tratamento, uma vez que suportar tudo isso calado é o pior caminho a escolher. É possível obter melhoras com a psicoterapia, sendo que em alguns casos o uso de medicamentos se faz necessário, visando não apenas a remoção dos sintomas, mas também a diminuição da ansiedade e do medo de forma significativa e duradoura. Daniela Bittencourt - Psicóloga CRP 12/07184.